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5月29日 O arroz
Mais da metade da população do mundo é consumidora do arroz e, numa era em que cada segundo da vida é um tempo precioso, a praticidade não poderia deixar de atingir esse alimento (como fez com o macarrão). A Ásia é um dos principais consumidores de arroz. De fato, a escassez de arroz e o gerenciamento de suas reservas compõem grande parte da História do Japão na Segunda Guerra. Como o arroz é um alimento rico em carboidratos, proteínas e vitamina B5, era tido como um alimento precioso e reservado aos chefes de família ou aos soldados; enquanto o resto da familia comumente se nutria da sopa feita com a água do cozimento do arroz. Aqui no Brasil não temos muita preocupação com a quantidade de arroz no mercado, mas em Bangladesh, Burkina Faso e Mauritânia (Ásia) já foram tomadas medidas para racionamento do arroz, este ano. Nestes países, grande parte da população conta com um suprimento de arroz dos governos que, devido à superpopulação e a subsequente escassez do alimento, acabaram por tomar medidas de redução do benefício. Como consequência, além da diminuição das refeições, houveram passeatas e protestos naqueles países. É meio difícil conceber essa idéia, já que em nosso país temos terras de sobra e - pelo menos - racionamento de alimentos não é uma realidade tão frequente. Em meio a toda essa tecnologia, fico pensando como serão os alimentos num futuro próximo. Com essa geração crescendo a base de miojos, comidas congeladas e panelas para o preparo de arroz padrão, como serão as avós do futuro? Acredito que todos têm uma história sobre a "comida da vovó". Quase todas as avós de nossa geração foram criadas aprendendo serviços domésticos, aprendendo a cozinhar e geralmente fazendo receitas maravilhosas. E no futuro, como será? Imagino que o mais próximo que chegaremos de ter um "comida da vovó" será algum restaurante caro por aí, ou alguma coisa congelada do supermercado. Talvez, com esses avanços tecnológicos, o fogão vire uma peça do passado, daquelas que as pessoas que vêm a sua casa olham e dizem: "nossa, você ainda tem um desses?", a exemplo do que aconteceu com videocassetes e toca-discos. Por fim, vale notar o quanto aumenta o abismo social no mundo. Enquanto uns se preocupam em ter microondas, freezer, panela elétrica; outros protestam por não ter uma xícara de arroz para comer. 4月15日 O conhecimento
Após uma série de experimentos e de reflexões pessoais, o físico escocês James Clerk Maxwell fez a estrondosa descoberta de que a luz é uma radiação eletromagnética. Diz a história que, no mesmo dia de sua constatação, Maxwell saiu para passar uma tarde com sua então futura esposa Katherine. Katherine Mary Dewar era filha do diretor da Marischall College (que posteriormente viria a mergir com outras instituições para formar a Universidade de Aberdeen), faculdade onde Maxwell começou a lecionar a cadeira de Física em 1856 ao retornar para a Escócia com objetivo de ficar perto do seu pai, de saúde debilitada. Maxwell pós-graduou-se na Universidade de Cambridge (Inglaterra). Pois bem, na supramencionada tarde/noite - supostamente um dia agradável e de céu límpido - James passeava com sua pretendente por um jardim, onde eles sentavam e ficavam por horas conversando e admirando a beleza do céu estrelado. Empolgado com sua descoberta, ele contou em detalhes para Katherine todo seu raciocínio. Depois de tudo, imagino, ambos devem ter ficado em silêncio observando as estrelas. Naquela época não havia muita iluminação, já que a eletricidade ainda estava em estudo; e as ruas - bem como toda a cidade - deveriam ser mais escuras, permitindo se ver melhor as estrelas durante a noite. Diz a história que James teria virado à sua futura esposa e indagado: "Como é ser a outra única pessoa na Terra a conhecer a verdadeira natureza da luz das estrelas?" Bom, o romantismo certamente funcionou, já que eles se casaram e aparentemente levavam uma vida bastante feliz juntos, inclusive trabalharam juntos em alguns estudos. Estudar a história das ciências e a vida de alguns cientistas é realmente algo fascinante. É bom saber que os cientistas eram pessoas "normais", com sentimentos, problemas, romantismo e etc. Inspira. Embora eu ache que se eu chegasse a uma garota e contasse sobre meu trabalho e perguntasse "E aí, como é ser a outra única pessoa na Terra a saber que o mecanismo de degradação oxidativa do fenol por radicais hidroxila em meio saturado de oxigênio ocorre majoritariamente pela via de adição orto- em meio aquoso e por via de adição para- em meio gasoso?", o máximo que eu ganharia seria uma cara retorcida e um olhar de "esse cara é doido...". Mas enfim. Convenhamos que uma molécula de fenol não é lá uma inspiração tão romântica quanto a luz das estrelas... Ainda se eu estudasse algum cosmético milagroso, quem sabe. Ou talvez o ouro, a prata, o diamante. Enfim. Ah, uma última curiosidade: Sabia que o banho-maria tem esse nome por causa de uma alquimista da Idade Média cujo pseudônimo era "Mary, the Jew"? Pois é. Com certeza sua vida acabou de mudar depois disso. Não?
"How does it feel to be the only other person to know the true nature of Starlight?" 3月30日 Quando é explicada, a poesia se torna banal...
Bem, depois de umas semanas, resolvi baixar o supramencionado filme. Infelizmente minha inteligência não é tamanha a ponto de pensar em baixar as legendas (ou simplesmente uma versão legendada). Acabei baixando o filme original, em italiano. Acredito que seja desnecessário comentar que boa parte dos diálogos passaram incompreensíveis por mim. Mas de qualquer forma, compreendi o enredo do filme (e reli o script em uma página americana, enquanto revia algumas partes). A mensagem básica do filme é que todos podem ser aquilo que sonham, desde que se esforcem para tanto. Em particular, todos podem ser poetas. Quando o carteiro (Mario) pergunta ao poeta (Neruda) como se tornar um poeta, este lhe responde: "tente caminhar lentamente pela praia, até a baía e olhar ao seu redor." "E elas virão até mim, essas metáforas?", questiona o carteiro. "Certamente," responde o poeta. "Metáfora" é um termo recorrente ao longo do filme. Eu me arriscaria a dizer que "metáfora" é uma metáfora para a inspiração e a magia que movem o pensamento poético. Segundo o poeta, a poesia surge da observação do mundo em redor (aliás, o filme tem uma fotografia impecável; o local escolhido para as filmagens - a ilha de Salina, na Sicília - é paradisíaco). Toda a complexidade e simplicidade da Natureza é inspiração para a poesia. Concordo plenamente, e vou ainda além: é inspiração também para a ciência. Ciência e poesia são gêmeas univitelinas. Ambas tem o mesmo tronco. Ambas advêm da observação da Natureza. Uma estuda seu 'corpo', a outra sua 'alma'. Uma busca entender o porquê, e a outra o portanto. Tanto o poeta como o cientista são movidos pela mesma paixão, a paixão da compreensão máxima do Universo; o vislumbramento da simplicidade bela que compõe nossa existência. São ambos motivados pelo encontro do ajuste perfeito da Natureza em cada pequeno e singelo detalhe a nossa volta. São pesquisadores, observadores, críticos, admiradores e amantes. São ambos sinônimos de uma mesma metáfora.
P.P. Uma curiosidade do filme: o ator que faz o personagem principal (o carteiro), e também um dos escritores da trama, Massimo Troisi, adiou uma cirurgia cardíaca para que pudesse completar o filme. No dia seguinte ao fim das filmagens, ele foi acometido de um ataque cardíaco fulminante e faleceu. 3月20日 Um aporte sobre as raças
Há, no enredo, dois personagens que me chamar a atenção: Lele, o filho da família judia. Um garoto magrelinho, de óculos, de cerca de 10 anos. E o seu vizinho e melhor amigo (e também narrador da história), Pietruccio. O preconceito racial é, obviamente, um absurdo. De fato, é difícil entender porque havia tanto ódio contra judeus e outras raças prevalecendo na Europa naquele tempo. É complicado entender, porque hoje sabemos que todo ser humano é formado pelos mesmos órgãos, têm as mesmas capacidades cognitivas (os desvios interraciais são estatisticamente irrelevantes) e as mesmas capacidades emocionais. Um americano, um alemão, um judeu ou um negro - em sã consciência - emocionar-se-ia ao ver uma criança mutilada pedindo por ajuda. Isso é uma reação intrínseca de qualquer ser humano. Acreditar que uma diferença na tonalidade da pele ou nos traços físicos possa ser motivo de declarar superioridade ou inferioridade é uma imbecilidade sem tamanho. E aquelas crianças sabiam disso. Aliás, crianças sabem disso. Crianças parecem saber mais do que os adultos que todos somos iguais. Todos somos seres humanos, o que nos torna aptos a amar, a sorrir, a sofrer, a chorar, a odiar. Todos temos necessidade de sermos reconhecidos como humanos, e sermos aceitos e tratados com igualdade, respeito e fraternidade. Cada um de nós tem suas peculiaridades, suas características individuais que nos tornam únicos. Mas, ao mesmo tempo, temos mais características humanas em comum com o mendigo da esquina ou um dos sultões da malásia do que características individuais que nos destaquem nesse meio. E as crianças sabem disso. Elas não tratam com diferença anormal o amigo "neguinho" ou o "japinha" da turma. Talvez devêssemos re-aprender a inocência e a não-preconceitualização, o não-abandono da moral humana em detrimento da poluição de idéias disseminadas ao longo de nosso crescimento. Talvez devêssemos honrar o adjetivo que tanto é usado para nos distinguir em meio aos seres vivos da nossa Biosfera. Talvez devêssemos ser mesmo racionais de vez em quando. 2月27日 Vital Few/Useful Many
Obviamente que este filosófico e pensativo ser que por meio deste vos fala, não poderia deixar de achar uma aplicabilidade deste conceito na vida corriqueira. Estava ele a ler um tópico em um blog avulso pela internet quando algo estalou em sua mente. Existem momentos na vida em que estamos em um estado de espírito tão confuso, que não enxergamos algumas coisas óbvias que estão bem a frente de nosso nariz. E, por conta disso, acabamos desperdiçando alguns momentos com algumas pessoas, que no fim acabaremos por sentir muita falta. Talvez um dia os vejamos como sendo parte do vital few, enquanto no momento os vemos englobados no grupo dos useful many. O mesmo é válido para os erros que cometemos. O tamanho do erro é medido pela extensão e o valor dos danos causados. Todos temos aqueles pequenos erros dos quais nos lembraremos e amargaremos pelo resto da vida: the vital few.
A mesma filosofia vale para os momentos da vida. De todas as décadas que vivemos, possivelmente nossa memória seja capaz de captar e recordar apenas uns poucos momentos. E com certeza serão esses poucos momentos que terão moldado toda nossa idéia da vida. Muitas vezes alguns pequenos momentos, como um sorriso, um olhar, o calor de um abraço, podem acabar sendo aqueles dos quais nos lembraremos quando estivermos velhos e acabados. Talvez o primeiro beijo, a primeira vez, o primeiro balbuciar de 'mama' ou 'papa' do filho. É nas coisas pequenas que está o vital da vida, realmente. Seja lá quem foi Joseph Juran, ele não poderia ter sido mais feliz no termo que cunhou. É uma pena que tenha sido a partir de uma observação tão triste. "Aproveite bem as pequenas coisas; algum dia você vai saber que elas eram grandes." (Robert Brault) 2月18日 Love/Addiction
Segundo a wikipedia, "o termo vício é empregado para descrever uma compulsão recorrente exibida por um indivíduo ao se engajar em uma atividade específica, mesmo sob consequências negativas em sua saúde, estado mental ou vida social". Sugerem-se fatores causadores alguns fatores genéticos, biológicos/farmacológicos e sociais. O vício é algo difícil de se romper, e o rompimento não vem sem sofrimento. Aliás, o próprio termo 'rompimento' já vem carregado de uma significância dolorosa. Romper significa quebrar, finalizar. Quando se rompe uma artéria, por exemplo, ela perde sua utilidade. Ela está 'quebrada', e assim ficará até ser reparada cirurgicamente. Quando alguém morre, rompe-se uma convivência, quebra-se um contato, finaliza-se uma história. E, nesse caso, não há cirurgião no mundo que repare. Um vício se inicia a partir do primeiro contato com seu objeto. Obviamente que, se a atividade for ruim, o indivíduo não se viciará. Entretanto, geralmente o resultado da atividade é um pico de uma sensação muito boa, o que faz com que o indivíduo transforme essa atividade numa prática recorrente. O exemplo mais claro é o uso de drogas. É óbvio que todos sabem que o uso prolongado de drogas alucinógenas tem uma série de consequências negativas, tanto físicas quanto sociais. Mas, ainda assim, a sensação escapista promovida pelo seu uso é tão agradável ao usuário que ele se entrega completamente e ignora os efeitos a longo (ou às vezes nem tão longo assim) prazo. Outro exemplo é a compulsão por compras. As pessoas (es pecialmente mulheres) sentem-se tão bem fazendo compras, que ignoram que talvez não tenham dinheiro para pagar tudo no fim do mês, ou que estão usando um dinheiro que deveria tomar outros fins. Bem, o ponto é o seguinte: é o 'amor' um vício?
O mesmo é válido para alguns sentimentos recíprocos. Quando a proximidade permite, o vício é 'vivido', e os compartilhadores desse vício têm seus momentos de prazer. Mas quando a distância ou algum outro fator externo não permite a vivência desse vício, vem a tristeza, a solidão, a desilusão e a depressão. É a 'crise de abstinência'. Nessas horas, fica-se em face de uma decisão que envolve duas alternativas: romper com o vício, ou continuar viciado, mesmo com todas as consequências negativas. Bem, todas as pesquisas e o senso comum apontam que a parte mais difícil é o rompimento do vício, seja ele qual for. O ser humano parece ter uma forte inclinação ao 'aproveite o hoje' (e, com todo o respeito ao leitor, 'foda-se o amanhã'), que tem seus momentos de aplicabilidade, mas que muitas vezes acaba sendo um complicador do futuro. Romper com um vício implica em contradizer o tão pregado pensamento do carpe diem. Acredito que os idealizadores dessa filosofia tinham em mente um método não-destrutivo de 'aproveitar o dia'; algo na linha do 'aproveite com moderação' das propagandas de bebidas alcoólicas. Mas, de qualquer forma, é um fator a se pesar no rompimento do vício e, por isso, muitas pessoas sustentam esse vício por longos anos. Pode ser um vício em bebida, em cigarro, em drogas ilícitas, em trabalho ou até mesmo um casamento, quem sabe? Citando o episódio de Grey's Anatomy de mesmo nome do título do post: "Because no matter how badly a thing is hurting us...sometimes letting it go hurts even worse." (Porque não importa o quão intensamente algo nos machuque... às vezes deixá-lo para trás machuca mais ainda). Às vezes insistimos em um vício que sabemos que vai nos destruindo aos poucos, só porque somos fracos o suficiente para deixá-lo para trás (porque somos fracos o suficiente para não aguentarmos a dor decorrente do rompimento desse vício). Mas com um pouco de esforço e sofrimento, todos conseguem.
1月11日 Sobre as ligações humanas e as ligações químicas
Há um século, a Física sofreu uma revolução. Acreditava-se (por incrível que isso possa parecer ao nosso entendimento) que não restava mais nada por ser descoberto na Física; no máximo talvez o aumento da precisão nas medidas das constantes. Lorde Kelvin (sim, aquele mesmo cientista escocês da escala de temperatura absoluta) chegou a afirmar, em 1900, que "o céu está claro, exceto por duas pequenas nuvens no horizonte", querendo indicar que quase tudo podia ser compreendido pela Física atual, exceto por dois pequenos fenômenos... Mal sabia ele que estas duas pequenas nuvenzinhas transformariam-se em grandes tempestades, que alterariam para sempre o modo como vemos o mundo. Um dos fenômenos deu origem à Teoria da Relatividade, de Einstein; e outro à Mecânica Quântica. Esta última viria a mudar completamente nossa perspectiva do mundo molecular. Todos os fenômenos químicos lidam basicamente com interações eletrostáticas, o que é fácil de se entender ao pensarmos nas moléculas como sendo construídas de entidades positivas (os núcleos) e negativas (os elétrons). Pensemos um pouco na molécula de Hidrogênio (H2), formada pela união de dois átomos de Hidrogênio. Quando os dois átomos se ligam, seus núcleos vão se aproximando gradativamente. Oras, se o núcleo é uma entidade positiva, então esperaria-se que eles se repelissem, certo? Contudo, o que se observa, é que os elétrons de ambos átomos apresentam uma tendência a se posicionarem no meio dos núcleos, agindo como uma espécie de "cola", permitindo então que os núcleos se aproximem mais.
Assim acontece com todas as ligações químicas. Os núcleos vão se aproximando até um ponto de maior estabilidade, a partir do qual qualquer aproximação maior leva a uma repulsão. Isso pode ser visualizado como abaixo: Tudo que leva a uma diminuição na energia confere estabilidade; e analogamente, tudo que contribui para um aumento na energia leva à desestabilização de um sistema. No gráfico acima, o eixo da horizontal (marcado com r) corresponde à distância internuclear (a distância entre os núcleos dos átomos que se ligam), enquando o eixo da vertical representa a energia. A curva marcada no gráfico representa a curva de energia potencial da ligação química. Na extrema direita do gráfico, os átomos estão separados (r - a distância internuclear - é muito grande para que um átomo interaja com outro) e a energia potencial se mantém constante. A partir do momento em que os átomos começam a se aproximar, nota-se que a curva vai caindo, indicando que os dois átomos ligados são mais estáveis do que separados (porque a energia do sistema é menor). A curva cai até um ponto de mínimo, caracterizado pela distância r0 e uma energia E0 (marcados no gráfico). A partir daquele ponto, o sistema começa a se desestabilizar rapidamente com a aproximação dos dois átomos. Bem, na prática o que acontece é o seguinte: as moléculas não têm aquela energia exata do mínimo. Elas ficam oscilando ao redor dele, como uma mola ou, se você preferir, como uma bolinha que fica passeando pela curva, subindo e descendo indefinidamente. O que isso significa é que as ligações químicas ficam se contraindo e se distendendo, e os átomos ligantes se aproximando e se afastando. Qual o ponto de tudo isso afinal? Bem, se podemos fazer uma analogia com as relações humanas, podemos entender uma relação afetiva como uma ligação química. O que nos motiva a entrar em um relacionamento, seja ele puramente fraternal ou amoroso? Adquirirmos um estado de maior bem-estar, nosso análogo à estabilidade das moléculas. Vamos nos aproximando uns dos outros (e por aproximação entenda a aquisição de intimidade) e ficando cada vez mais estáveis, até que chega em um ponto em que qualquer avanço maior leva a uma consequencia negativa. E ficamos oscilando, como uma ligação química: outrora bastante próximos, outrora afastados; de vez em quando no ponto ótimo, mas nunca estagnados. Todas nossas relações ficam nessas oscilações. Às vezes as ligações químicas se rompem, devido a fatores externos, como um aumento de temperatura, pressão, ou a presença de uma outra espécie química reativa. O mesmo ocorre com nossas relações interpessoais: às vezes perdemos amizades, ou paixões, devido a ume série de fatores externos análogos: ciúmes, desavenças, amantes... O mundo das moléculas é assim. Os átomos vão sempre se ligando e se separando até encontrarem outro átomo com o qual a ligação seja tão estável que só sob condições extremas pode ser quebrada. Assim como nós, ficamos com alguem aqui, conhecemos alguém ali.. até encontrarmos aquelas pessoas às quais nos ligamos tão profundamente e cuja ligação nos faz tão bem que é necessário muito esforço para nos afastar. Talvez haja mais similaridades entre a química e a sociologia do que possamos imaginar... Ou talvez eu esteja divagando muito, como sempre... 12月16日 Em busca do "Sentido da Vida" V - Seres superiores?
Estava eu entretido com outros afazeres, quando me mostram uma notícia de um pesquisador dizendo que as plantas não apenas pressentem os acontecimentos ao seu redor, mas que são capazes de pressentir as intenções daqueles que estão próximos a ela. Obviamente que, diante de tal notícia, fiquei curioso e decidi procurar algo mais, e acabei encontrando este site.
Alguns povos primitivos dizem ser capazes de se comunicar com as plantas; dizem ser capazes de compreender o que elas lhes dizem através do olfato: exatamente da mesma forma com que os insetos fazem sua comunicação com elas. Nossa população "evoluída" ignora completamente qualquer tipo de comunicação que não seja aquela a qual estamos habituados. Ou seja, estamos reclusos à comunicação unicamente com seres humanos. Isso é mesmo superioridade? Com exceção da comunidade científica, a humanidade vem perdendo a capacidade de compreender os sinais da Natureza e interpretá-los, tornando-se novamente ao antropocentrismo e, com isso, além de perder a oportunidade de maravilhar o verdadeiro esplendor do Universo, ignora os pedidos de socorro e o mal que vem promovendo aos outros seres vivos do planeta (sim, existem mais seres vivos além de nós, estúpidos e egocêntricos humanos). Será que o sentido da vida está nisso? Em compreender que o Universo não foi construido ao nosso redor e para o nosso bel prazer, mas que somos apenas parte dele e que, como tal, devemos pensar nos outros membros do conjunto e trabalhar em equipe para evoluirmos? 12月10日 Em Busca do "Sentido da Vida" IV
(by Jen (Summerdazed), Malaysian accountancy student) I'm sure almost all of us have heard of people talking about somewhere along the lines of 'searching for the meaning of life', 'there is no meaning in life', or even 'you are the meaning of my life'. I have to admit that I was one of those people. Since I have been exposed to English motivational books, I too wonder about the purpose of my existence, the meaning of my life. I see how great leaders lived their lives and wonder how did they know that they were destined for greatness, did something happen that gave them a sudden revelation of their future? So every day I try to squeeze out some 'meaning' in those little things that I do. I would ask myself whether this is what I'm supposed to do in my life, is this who I'm meant to be? Then about a year ago something happened that changed my world. I found what I thought was ‘the meaning of my life’ in the form of – yes, go on; roll your eyes – a boy. Life was a fairy tale that came true, until the evil forces worked their way and my glass slippers were crushed. This boy was taken away from me, and I was broken in places no one can ever fix. Instead of looking for the meaning of life, I felt like my life had no meaning at all. I did not tell many what happened; even if I did none was the complete version. I could not bring myself to, I no longer trust. But what I do know for sure was that no one can help me I did not help myself. So slowly I pick myself up, crying all the way, and just walk and deal with the pain. I was not a pretty sight, but I know that if I do get through this on my own, there is nothing that I couldn’t get through. Now I’m still in the process of getting through, and I’ve got a feeling I will. And I’ve realized that, at least for me, the meaning of life is not to be found, it is to be defined. You decide what your life means, to you and to those around you. You are the meaning of your life. 12月9日 O Sentido da Vida Parte III - Por quê?
Alguém em algum momento da vida já se perguntou "Por que diabos eu existo?"? É certo que pelo menos 95% das pessoas do mundo já se perguntaram porque estamos vivos. Por que vivemos agora, neste momento, e não há 50 anos, ou daqui a 200 anos? Por que aqui e agora? Eis uma das poucas perguntas que eu honestamente acredito que jamais conheceremos a resposta, se é que há uma resposta absoluta para ela. Existem várias abordagens diferentes para esse assunto, em particular das religiões e teologias ao redor do globo. Talvez vivamos agora por um mero acaso da Natureza. E justamente por ser um "mero acaso" é que nossa existência é tão fantástica e importante. Pensem em quantas combinações possíveis de genes deixaram de ser feitas para que aquela que te constitui acontecer! Quantos espermatozóides foram eliminados para que aquele que deu origem a você fecundasse aquele óvulo particular (dentre tantos que a mulher elimina ao longo do tempo). O fato de ser um "mero acaso" não torna a existência de uma vida menos milagrosa e louvável. Não é necessária a intervenção de seres fantásticos, ou de "vontades superiores" para que a vida aconteça. Entre bilhões de combinações genéticas possíveis entre dois indivíduos, você prevaleceu. Cada um dos genes que constitui seu corpo teve que vencer sabe-se lá quantas combinações de alelos diferentes! Entre bilhões de seres possíveis, você foi o "premiado" com a chance de vir ao mundo e se desenvolver (atente para as aspas em premiado. Será que é mesmo um prêmio ter a chance de vir ao mundo?). Uma abordagem comum para o "por quê?" da vida envolve o uso das chamadas "vidas passadas". Segundo essa abordagem, o ser humano contém uma entidade, normalmente chamada de alma, que se diz ser eterna. Quando morremos, ela vai para algum lugar e posteriormente ocupa um outro corpo em outro ponto no espaço-tempo, e você existe porque sua alma deve cumprir algumas pendências de vidas anteriores com objetivo de "elevar-se" no "plano espiritual". Bom, com certeza uma abordagem como esta é muito mais explicativa e justificadora para as coisas pelas quais passamos em nossas vidas, mas não é muito auto-explicativa e nem justificável no que diz respeito à sua veracidade e por isso é algo ultimamente metafísico - que não pode ser comprovado nem por experimentação (direta ou indireta) e nem por indução a partir de teorias científicas bem estabelecidas. Portanto, como costuma dizer Dawkins, "querermos que algo seja verdade não faz com que ele o seja." e essa abordagem é uma verdade tão acreditável ou refutável quanto a existência do Deus bíblico ou muçulmano ou de qualquer outra religião. Entretanto, não pode ser descartada. Em resumo: "Por que existimos?" - "Porque, por um mero acaso da Natureza, a combinação genética de nossos seres parentais resultou no código genético que portamos e, em conseqüência direta, nas características fenotípicas que exibimos, como cor dos olhos, cor da pele, capacidades intelectuais, dentre outras, que - associadas ao contexto histórico-social em que vivemos - resultam no molde daquilo que somos: nossos conceitos morais e filosóficos, nossa capacidade de comunicação, compreensão, desenvolvimento de sentimentos, abstração, investigação, composição de idéias e gostos; tornando-nos um exemplar particular e único da raça humana, dentre tantas outras existências que poderiam ocorrer ao invés da nossa mas que, pelo acaso da Natureza - com alguns toques da prevalência genética regida pela Seleção Natural - foram eliminadas em detrimento das combinações particulares do código genético que possuímos: uma das bilhões de combinações possíveis. É, acho que isso por si só torna nossa existência surpreendentemente mágica e importante." Citando Douglas Adams: "Não basta admirar e reconhecer a beleza de um jardim sem ter que acreditar que existem fadas escondidas nele?" 12月3日 Em busca do Sentido da Vida - Parte II: A Origem da Vida
(Por Mariana O. Rêgo)
Lembram-se da mitologia grega, aquela milenar, porém atual, senhora que costumamos ver em citações, revistas, filmes ou comentários que pretendem ser dotados de alguma erudição? Pois bem... A mitologia grega já nos dava direcionamentos sobre a origem da vida. O universo nasceu do Caos. Se nasceu do caos, podemos, sem muito esforço, afirmar que nele permanece e que dele jamais saiu, em nenhuma era, em nenhum período. Os deuses do Olimpo, livres dos Titãs, sofreram um grave furto por parte da recém criada humanidade: Prometeu ousou roubar-lhes o fogo, onde já se viu? Um humano roubando a luz da razão dos deuses! Ah, mas ele pagou pelo crime... Foi acorrentado a um penhasco e condenado a ter seu fígado devorado diariamente, para vê-lo regenerar-se à noite e, com o raiar do sol, ser mais uma vez devorado... Aliás, não só na mitologia grega os homens foram castigados por sua sede de saber. O que acham que é a tal maçã que expulsou Adão e Eva do paraíso? Convenhamos, não foi só o sexo... Foi o ter consciência de, o saber, o querer saber. Isso, desde sempre, tem condenado a humanidade a várias agruras, mas havemos de ter calma, que nem tudo está perdido... Se Deus nos deu o livre arbítrio, Zeus mandou a nós a caixa de Pandora. Tudo bem que ela estava cheia de males, mas, dentro, estava junto a esperança, tão adorada pela humanidade... Isso quer dizer que temos uma salvação. Errado, nós não temos. Alguém, por acaso, pensou por que a esperança, um sentimento tão nobre, estaria junto dos demais males? Teria sido um erro grotesco dos deuses? Não creio. Mais me parece uma extensão do castigo aplicado a Prometeu. Com a esperança, a tortura de sempre esperar por algo que nunca chegará se estende a todos os homens. É, dentre os males da famigerada caixa, o pior. Sejam essas mitologias – a grega e a cristã – verdades ou não, o caso é que ambas as histórias demonstram o alto preço que pagamos por sermos racionais, por termos discernimento. E, para nos lembrar nossa insignificância e prolongar o sofrimento, ainda portamos esperança de que... Não importa do que é a esperança, mas nosso anseio nunca se realiza e vivemos perenemente em agonia. Sigmund Freud dá-nos outra luz para esses fatos, menos religiosa e mais científica. Ele nos diz que a ansiedade nada mais é que a reação do aparelho psíquico mediante a possibilidade do perigo externo. Ora, se quanto mais conhecemos do mundo, mais sabemos que ele é perigoso, então não seria errôneo concluir que, quanto mais sabemos, mais sofremos. E a origem da vida? Creio que tenha sido no caos mesmo, é o que mais me parece pertinente se olharmos a atual conjuntura das coisas, mas isso não vem ao caso. O importante é termos ciência de que cada uma de nossas ações gera implicações e que uma existência relativamente digna tem custos bastante onerosos. A origem da vida pode ser apenas mais um pretexto para se viver digna ou indignamente, afinal.
12月1日 O Sentido da Vida IQual o sentido da vida? Não simplesmente para os humanos, mas para todos os seres vivos do planeta. Não direi Universo, porque não podemos trabalhar com circunstâncias que não conhecemos, e não sabemos nada do infinito além da atmosfera do insignificante 3º planeta da estrela Sol.
O que é que todos buscam desde que se entendem por gente. O bebê, quando nasce, chora por ser tirado de perto da mãe, de seu ventre, do calor que ele lhe proporcionava. Já em casa, ele chora por frio, fome, por estar sujo... Tudo para satisfazer suas necessidades. Satisfação, felicidade... Coisas que, em si, são facilmente explicáveis, mas dificilmente definíveis. A cada etapa da vida, elas visam objetos e circunstâncias diferentes.
Eu, particularmente, gosto de pensar que não faz diferença se você é o presidente de uma megacompanhia, ou se é o mendigo que pega papelão nas lixeiras para vender, o que importa é a integridade que você mantém. Sua felicidade depende do quão fiel aos seus próprios princípios você é, o que define se você dorme bem durante a noite, ou se a culpa o assombra. Essa característica não é influenciada pelo fato de você ser um político ou um vendedor de sapatos, desde que você limite suas ações a uma série de princípios que você mesmo forma desde seu nascimento.
Você almeja ‘n’ objetos/circunstâncias durante a sua vida, mas nunca está satisfeito, pois sempre falta algo, mesmo que você não saiba o que é esse ‘algo’. É da natureza do ser humano estar sempre insatisfeito, isso o torna capaz de sempre crescer. Há uma ‘moral’ na série ‘A Torre Negra’ do Stephen King (apesar de eu não ter lido qualquer uma das obras que a compõe, conheço gente que o fez, e comentou comigo), que diz “o importante não é final, mas o caminho que você trilhou para chegar lá”. O importante não é como você terminará sua vida, mas sim como a vive.
Por Stella Mesquita Estudante de Filosofia 01/12/2007 O Sentido da Vida - Introdução
Guerras, furacões, aquecimento global, escândalos no Congresso Nacional, bebês abandonados em latas de lixo, fome, descaso. O que está acontecendo? Todos os dias milhões de pessoas no país acordam cedo e se arrumam para ir ao trabalho, e outros milhares acordam com a intensificação dos movimentos de automóveis, buzinas e gritos, bem a frente de seus quartos: a rua. Olham para si mesmos e observam feridas, talvez causadas pelo acúmulo de sujeira e microorganismos que parecem que ainda não entenderam que o ser ali ainda está vivo. Olham para o outro lado da rua e vêem senhores alinhados, com seus ternos passados, portando elegantemente suas valises e conversando ao celular. Viram a cabeça ao lado, sentindo a barriga roncar, e vêem que não têm nada para comer. Hora de começar mais um dia, lutar para conseguir o que comer... ou o que beber. Por que isso é assim? Será que a vida tem o mesmo sentido para o nobre executivo e para o mendigo de rua? Qual o sentido da vida, se pessoas honestas continuam morrendo por aí e pessoas inescrupulosas fazem fortuna com dinheiro alheio? Se há tanta "coisa errada" no mundo? Será que vale a pena viver e continuar povoando um planeta com uma Humanidade tão suja e corrompida? Aliás, será mesmo que a humanidade está tão corrompida assim? Pretendo publicar aqui uma série de escritos a respeito dessas dúvidas "eternas" com opiniões minhas e de amigos. Uma discussãozinha agradável não faz mal a ninguém, certo? 11月23日 A pinch of coffee, svp?Justificando o nome do blog, vamos comentar um pouquinho sobre essa bebida maravilhosa: o café.
What?!
Era uma vez um velho pastor da Etiópia que notou que seus animais haviam desaparecido para alguma região da longa planície. O velho senhor saiu para procurá-los e os encontrou dançando e sorrindo ao redor de um pequeno arbusto com frutinhas vermelhas. Diz-se que o pastor chamava-se Kaldi. E o que eram as frutinhas? TA-DÁ: Café! Aliás, de onde veio o nome "Café"? Sabemos que ele se origina do Italiano caffè que, por sua vez, parece originar-se do árabe "qahwa" e do turco otomano kahveh - provavelmente devido à região de Kaffa, no sudeste etiópio, onde se plantava café inicialmente.
O café é uma frutinha avermelhada, que dá na árvore do gênero Coffea. Cada frutinha possui, normalmente, duas sementes. Essas sementes são processadas e viram a bebida, ao serem adicionadas de água (ou outras coisas, dependendo da variedade da bebida)
Why?
O café é uma bebida bem amada por quase o mundo inteiro. E sabe por quê? Porque contém uma substância química (opa, ciência!) chamada Cafeína. Vou deixar pra falar dela em outro momento; mas adianto-lhes que a cafeína é uma droga viciante. Ela opera no cérebro pelo mesmo mecanismo que anfetaminas, cocaína e heroína - com efeitos bem mais sutis, entretanto - e é justamente por isso que ela é uma droga viciante. Se você sente que não aguenta ficar um dia sem beber café.. sinto lhe informar, mas ela te viciou.
Bom, mas não é esse o motivo de o café ser tão apreciado ao redor do mundo. O sítio da Associação Brasileira de Indústria de Café (ABIC) traz dezenas de receitas de e com café, incluindo 18 variedades de drinks alcoólicos; mas exclui algumas das receitas mais usufruídas e adoradas pelo público consumidor:
How?
Existem virtualmente várias configurações de processo possíveis para a obtenção do café. Usualmente, dois tipos de processos são empregados:
Ao final de ambos processos, têm-se o "café verde", que segue então para a linha de torragem (embora não seja propriamente parte da linha de processamento, e sim um 'pós-processamento'). Mas isso será tema de uma próxima postagem.. Que tal um coffee break?? 11月20日 Aquecimento GlobalEu tinha escrito um post gigante, mas essa maravilha inventada e constantemente aperfeiçoada [?] pela nossa querida e amada companhia do sr. Bill Gates deu um pequeno problema, e toda minha tradução de um dos resumos divulgados pelo IPCC (International Panel on Climate Change) se foi.
Enfim, vou escrever o que eu havia comentado, deixo a leitura dos principais impactos causados no planeta (e mais especificamente no Brasil) como lição de casa para os interessados no assunto.
A questão que estamos vivendo agora remete meus pensamentos aos primórdios da evolução de nossa espécie, quando vivíamos em tribos, ou bandos, nômades. Aliás, nem é preciso ir tão longe, basta recordarmos das tribos que se desenvolveram ao redor do Nilo, previamente à unificação do Egito. Os nômades têm uma característica similiar aos colonizadores por exploração, como no caso da colonização do nosso país. Habitavam um local, do qual usufruíam impiedosa e inconsequentemente. Após a exaustão dos recursos naturais de interesse, abandonavam o lugar e partiam em busca de um novo território para habitarem e usufruírem, e assim consecultivamente. Bem, naquela época (do nomadismo), os recursos que a população consumia eram - em sua maioria - recursos renováveis, como fauna e flora, e seus despojos eram comumente orgânicos e facilmente degradados pela Natureza, de forma que o lugar se recuperava com o tempo. Contudo, conforme o tempo passava e o Homem adquiria um certo conhecimento sobre as datas de plantio e colheita e do comportamento do mundo a seu redor, ele passou a gerenciar os recursos locais disponíveis de maneira não mais predatória, mas com respeito à Natureza. E assim foi por séculos a fio.
Aí o homem começou a notar que seus resíduos tinham que ser tratados com mais eficiência, e começou a se preocupar com isso. Com os avanços científicos, o homem da Idade Média passou a manipular de maneira mais eficiente esses resíduos, e criou o sistema de esgotos. É claro que a ganância sempre teve voz maior, e a implementação desse sistema só passou a ser feita quando realmente se fez necessário: após a morte de milhões de pessoas durante a "peste negra", que devastou quase um terço da população européia no século XIV.
Eis que veio a Revolução Industrial, difundida globalmente por volta do século XIX. A indústria representava um novo caminho pra a evolução do comércio, colocando aos poucos a agropecuária em segundo plano. A expansão industrial veio junto com uma corrida tecnológica: quem detivesse mais tecnologia seria mais rico, e teria mais respeito. E abriam-se cada vez mais indústrias, que inicialmente não tinham o mínimo de preocupação ambiental. Era natural para o homem a idéia de que se tudo que vem é oriundo da Natureza, então ela tem toda capacidade de lidar com aquilo que volta a ela. Os séculos foram se passando e começaram a surgir vários "pequenos problemas" ambientais, que fizeram o homem tornar seus olhos para isso. A evolução das ciências - em particular da Química, Biologia e Engenharia - permitiu o desenvolvimento de tecnologias para tratar águas, esgotos e efluentes industriais. Contudo, novamente a ganância falava mais alto, e as leis nunca foram muito rígidas a respeito da emissão de poluentes na Natureza. De fato, Ela tem todas as ferramentas para lidar com as coisas que dela provêm. Contudo, o homem criou uma série de substâncias que jamais existiriam se não fosse pelas mãos do homem, como agrotóxicos, hormônios, antibióticos, etc. A Natureza não tem o preparo para lidar com isso tão rapidamente, e a degradação desses poluentes - além de demorar séculos (quando é possível) - impacta fortemente o ecossistema. Ademais, tudo tem limite. A humanidade atinge a cada ano um número recorde. Com as constantes melhorias e conhecimentos médicos e tecnológicos, a expectativa de vida tem aumentado. Já não se morre mais de certas doenças, e as epidemias restringem-se aos países mais pobres. Com o crescimento da população e o constante upgrade tecnológico, a emissão de poluentes na Natureza só aumenta. E até algumas décadas atrás, o homem parecia não estar atento a isso, até aumentar a incidência de desastres ambientais, como furacões e enchentes, picos de temperaturas extremas e derretimento das calotas polares.
Agora, prestes a ocorrência de uma nova "peste negra", o homem se depara com esse problema, de escala muito maior do que o que jamais foi tratado. Um problema que demanda a união de todos os países em prol de um objetivo quase que de ficção científica: salvar o planeta. Quem dera pudéssemos evocar o "Capitão Planeta", ou pedir ajuda à Liga da Justiça. Não. É o momento em que nós temos que ser nossos próprios heróis; abandonar a ganância - pelo menos um pouco. Ter uma visão a longo prazo: a visão política parece observar apenas um horizonte estreito (de quatro anos, ousaria dizer). Quando o excelentíssimo presidente dos Estados Unidos da América foi indagado sobre sua participação no Protocolo de Kyoto, ele disse: "Não afirmarei nenhum acordo que vá prejudicar a economia americana." Creio que isso reflete um pouco da obtusidade da mente política.
Por fim, resta-nos fazer nossa parte. Voltar nossa atenção em como podemos minimizar esse impacto ambiental, afinal o planeta é nosso, e a luta é nossa. Antigamente os povos nômades tinham pra onde partir após exaurirem os recursos locais, e nós?
P.S. Para quem se interessar pelo assunto, segue aqui um trabalho que fiz sobre o Protocolo de Kyoto e o Aquecimento Global: Kyoto: Uma Luta Limpa.
Para quem quiser ler o novo relatório do IPCC: Relatório do IPCC (Grupo I: Bases Científicas), (Grupo II: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade), (Grupo III: Mitigação da Mudança Climática) 11月17日 O Apocalipse?
OH! Preparem seus estoques de comida e salvem suas crianças, pois o Fim dos Tempos se aproxima!! Deus descerá, em seu cavalo de fogo, para levar Os Escolhidos, e o mundo pecador sofrerá as conseqüências de sua inconseqüência e impiedade!
Oras, honestamente! É de entristecer observar, em uma civilização que já conseguiu até tocar o solo da Lua, explorar o Universo com seus telescópios e descrever uma boa parte do comportamento da Natureza, que ainda permaneçam crenças tão primitivas e sem fundamento lógico. Se o mundo irá acabar em Maio de 2008, porque se recolher em uma caverna, ao invés de aproveitar seus últimos dias? Aliás, de que diabos adianta esconder-se em uma caverna se todo o mundo, repito, o MUNDO (por "mundo" assumo que se trate do nosso planeta e de tudo que há sobre ele) vai acabar? Ok, ok. liberdade de escolha, free will, liberdade religiosa. Se um bando de pessoas deseja enclausurar-se em uma caverna e esperar o fim do mundo, ok. Mas eis que lhes pergunto: será que as quatro crianças que estão lá têm consciência do motivo que lá estão? E se tivessem, será que optariam por isso?
A que ponto pode chegar o fanatismo ideológico? Não vou restringir minha observação unicamente ao fanatismo religioso pois seria injusto. Muita gente faz a mesma coisa, senão pior, por fanatismo político, esportivo, pessoal e etc. Mas acredito que a religião é - infelizmente - o veículo mais pronunciado desse comportamento. É indiscutível que existam alguns lados bons nas religiões, mas será que talvez estas características estejam evanescendo enquanto outras tomam o cenário? Me faz pensar: se existe um Deus, que tipo de ser é esse? |
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