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日志


12月16日

Em busca do "Sentido da Vida" V - Seres superiores?

 

 

image002 Muito é dito a respeito da "superioridade" do ser Humano: acreditamos ser o único ser vivo racional, pensante e etc. Será mesmo que isso é verdade? Veja aonde nossa "superioridade" nos conduziu. Guerras Mundiais, fome, descaso, aquecimento global, depleção da camada de ozônio, derramamentos de petróleo e consequentes chacinas maritmas, assassinatos, inveja, obsessão... Enquanto isso, os animais vivem nos grupos deles, usufruindo do meio ambiente aquilo que realmente necessitam, em harmonia. Mas não é dos animais que quero falar aqui, e sim das plantas.

Estava eu entretido com outros afazeres, quando me mostram uma notícia de um pesquisador dizendo que as plantas não apenas pressentem os acontecimentos ao seu redor, mas que são capazes de pressentir as intenções daqueles que estão próximos a ela. Obviamente que, diante de tal notícia, fiquei curioso e decidi procurar algo mais, e acabei encontrando este site.

shut up!As plantas têm um complexo sistema de comunicação, basicamente através de substâncias voláteis lançadas ao ar. De fato, pesquisadores sugerem a existência de um sistema nervoso distribuído ao longo da planta (mas não possuem nenhum equivalente ao SNC animal). Eles exemplificam o tipo de comunicação com o fato observado em algumas espécies vegetais: ao observar que estão sendo atacadas por um inseto herbívoro, as plantas liberam compostos tóxicos pelos seus floemas, que acabam por expulsar ou ferir o animal. Além disso, liberam terpenos no ar, que atraem os predadores dos insetos herbívoros, seguindo a filosofia do "o inimigo do meu inimigo é meu amigo". Isso sem contar a comunicação protetora feita pela Artemisia tridentata, que ao notar a presença de insetos predadores por perto (como lagartas), libera um coquetel de odores no ar. Se houver espécies de tabaco selvagem nas proximidades, suas plantas irão "compreender" a mensagem e fortificar suas defesas contra o predador.

Alguns povos primitivos dizem ser capazes de se comunicar com as plantas; dizem ser capazes de compreender o que elas lhes dizem através do olfato: exatamente da mesma forma com que os insetos fazem sua comunicação com elas. Nossa população "evoluída" ignora completamente qualquer tipo de  comunicação que não seja aquela a qual estamos habituados. Ou seja, estamos reclusos à comunicação unicamente com seres humanos. Isso é mesmo superioridade? Com exceção da comunidade científica, a humanidade vem perdendo a capacidade de compreender os sinais da Natureza e interpretá-los, tornando-se novamente ao antropocentrismo e, com isso, além de perder a oportunidade de maravilhar o verdadeiro esplendor do Universo, ignora os pedidos de socorro e o mal que vem promovendo aos outros seres vivos do planeta (sim, existem mais seres vivos além de nós, estúpidos e egocêntricos humanos).

Será que o sentido da vida está nisso? Em compreender que o Universo não foi construido ao nosso redor e para o nosso bel prazer, mas que somos apenas parte dele e que, como tal, devemos pensar nos outros membros do conjunto e trabalhar em equipe para evoluirmos?

12月10日

Em Busca do "Sentido da Vida" IV

 

(by Jen (Summerdazed), Malaysian accountancy student)

I'm sure almost all of us have heard of people talking about somewhere along the lines of 'searching for the meaning of life', 'there is no meaning in life', or even 'you are the meaning of my life'. I have to admit that I was one of those people.

Since I have been exposed to English motivational books, I too wonder about the purpose of my existence, the meaning of my life. I see how great leaders lived their lives and wonder how did they know that they were destined for greatness, did something happen that gave them a sudden revelation of their future? So every day I try to squeeze out some 'meaning' in those little things that I do. I would ask myself whether this is what I'm supposed to do in my life, is this who I'm meant to be?

Then about a year ago something happened that changed my world. I found what I thought was ‘the meaning of my life’ in the form of – yes, go on; roll your eyes – a boy. Life was a fairy tale that came true, until the evil forces worked their way and my glass slippers were crushed. This boy was taken away from me, and I was broken in places no one can ever fix. Instead of looking for the meaning of life, I felt like my life had no meaning at all.

I did not tell many what happened; even if I did none was the complete version. I could not bring myself to, I no longer trust. But what I do know for sure was that no one can help me I did not help myself. So slowly I pick myself up, crying all the way, and just walk and deal with the pain. I was not a pretty sight, but I know that if I do get through this on my own, there is nothing that I couldn’t get through. Now I’m still in the process of getting through, and I’ve got a feeling I will. And I’ve realized that, at least for me, the meaning of life is not to be found, it is to be defined. You decide what your life means, to you and to those around you. You are the meaning of your life.

12月9日

O Sentido da Vida Parte III - Por quê?

 

Alguém em algum momento da vida já se perguntou "Por que diabos eu existo?"?

É certo que pelo menos 95% das pessoas do mundo já se perguntaram porque estamos vivos. Por que vivemos agora, neste momento, e não há 50 anos, ou daqui a 200 anos? Por que aqui e agora? Eis uma das poucas perguntas que eu honestamente acredito que jamais conheceremos a resposta, se é que há uma resposta absoluta para ela. Existem várias abordagens diferentes para esse assunto, em particular das religiões e teologias ao redor do globo.

Talvez vivamos agora por um mero acaso da Natureza. E justamente por ser um "mero acaso" é que nossa existência é tão fantástica e importante. Pensem em quantas combinações possíveis de genes deixaram de ser feitas para que aquela que te constitui acontecer! Quantos espermatozóides foram eliminados para que aquele que deu origem a você fecundasse aquele óvulo particular (dentre tantos que a mulher elimina ao longo do tempo). O fato de ser um "mero acaso" não torna a existência de uma vida menos milagrosa e louvável. Não é necessária a intervenção de seres fantásticos, ou de "vontades superiores" para que a vida aconteça. Entre bilhões de combinações genéticas possíveis entre dois indivíduos, você prevaleceu. Cada um dos genes que constitui seu corpo teve que vencer sabe-se lá quantas combinações de alelos diferentes! Entre bilhões de seres possíveis, você foi o "premiado" com a chance de vir ao mundo e se desenvolver (atente para as aspas em premiado. Será que é mesmo um prêmio ter a chance de vir ao mundo?).why

Uma abordagem comum para o "por quê?" da vida envolve o uso das chamadas "vidas passadas". Segundo essa abordagem, o ser humano contém uma entidade, normalmente chamada de alma, que se diz ser eterna. Quando morremos, ela vai para algum lugar e posteriormente ocupa um outro corpo em outro ponto no espaço-tempo, e você existe porque sua alma deve cumprir algumas pendências de vidas anteriores com objetivo de "elevar-se" no "plano espiritual".

Bom, com certeza uma abordagem como esta é muito mais explicativa e justificadora para as coisas pelas quais passamos em nossas vidas, mas não é muito auto-explicativa e nem justificável no que diz respeito à sua veracidade e por isso é algo ultimamente metafísico - que não pode ser comprovado nem por experimentação (direta ou indireta) e nem por indução a partir de teorias científicas bem estabelecidas. Portanto, como costuma dizer Dawkins, "querermos que algo seja verdade não faz com que ele o seja." e essa abordagem é uma verdade tão acreditável ou refutável quanto a existência do Deus bíblico ou muçulmano ou de qualquer outra religião. Entretanto, não pode ser descartada.

Em resumo: "Por que existimos?" - "Porque, por um mero acaso da Natureza, a combinação genética de nossos seres parentais resultou no código genético que portamos e, em conseqüência direta, nas  características fenotípicas que exibimos, como cor dos olhos, cor da pele, capacidades intelectuais, dentre outras, que - associadas ao contexto histórico-social em que vivemos - resultam no molde daquilo que somos: nossos conceitos morais e filosóficos, nossa capacidade de comunicação, compreensão, desenvolvimento de sentimentos, abstração, investigação, composição de idéias e gostos; tornando-nos um exemplar particular e único da raça humana, dentre tantas outras existências que poderiam ocorrer ao invés da nossa mas que, pelo acaso da Natureza - com alguns toques da prevalência genética regida pela Seleção Natural - foram eliminadas em detrimento das combinações particulares do código genético que possuímos: uma das bilhões de combinações possíveis. É, acho que isso por si só torna nossa existência surpreendentemente mágica e importante." Citando Douglas Adams: "Não basta admirar e reconhecer a beleza de um jardim sem ter que acreditar que existem fadas escondidas nele?"

12月3日

Em busca do Sentido da Vida - Parte II: A Origem da Vida

 

(Por Mariana O. Rêgo)

"Ao Bruno, simplesmente por ser Bruno. Se não o fosse, esse texto, jamais o teria mandado. Com carinho, Mariana"

Lembram-se da mitologia grega, aquela milenar, porém atual, senhora que costumamos ver em citações, revistas, filmes ou comentários que pretendem ser dotados de alguma erudição? Pois bem... A mitologia grega já nos dava direcionamentos sobre a origem da vida. O universo nasceu do Caos. Se nasceu do caos, podemos, sem muito esforço, afirmar que nele permanece e que dele jamais saiu, em nenhuma era, em nenhum período.

Os deuses do Olimpo, livres dos Titãs, sofreram um grave furto por parte da recém criada humanidade: Prometeu ousou roubar-lhes o fogo, onde já se viu? Um humano roubando a luz da razão dos deuses! Ah, mas ele pagou pelo crime... Foi acorrentado a um penhasco e condenado a ter seu fígado devorado diariamente, para vê-lo regenerar-se à noite e, com o raiar do sol, ser mais uma vez devorado... Aliás, não só na mitologia grega os homens foram castigados por sua sede de saber. O que acham que é a tal maçã que expulsou Adão e Eva do paraíso? Convenhamos, não foi só o sexo... Foi o ter consciência de, o saber, o querer saber. Isso, desde sempre, tem condenado a humanidade a várias agruras, mas havemos de ter calma, que nem tudo está perdido...

Se Deus nos deu o livre arbítrio, Zeus mandou a nós a caixa de Pandora. Tudo bem que ela estava cheia de males, mas, dentro, estava junto a esperança, tão adorada pela humanidade... Isso quer dizer que temos uma salvação.

Errado, nós não temos. Alguém, por acaso, pensou por que a esperança, um sentimento tão nobre, estaria junto dos demais males? Teria sido um erro grotesco dos deuses? Não creio. Mais me parece uma extensão do castigo aplicado a Prometeu. Com a esperança, a tortura de sempre esperar por algo que nunca chegará se estende a todos os homens. É, dentre os males da famigerada caixa, o pior.

Sejam essas mitologias – a grega e a cristã – verdades ou não, o caso é que ambas as histórias demonstram o alto preço que pagamos por sermos racionais, por termos discernimento. E, para nos lembrar nossa insignificância e prolongar o sofrimento, ainda portamos esperança de que... Não importa do que é a esperança, mas nosso anseio nunca se realiza e vivemos perenemente em agonia.

Sigmund Freud dá-nos outra luz para esses fatos, menos religiosa e mais científica. Ele nos diz que a ansiedade nada mais é que a reação do aparelho psíquico mediante a possibilidade do perigo externo. Ora, se quanto mais conhecemos do mundo, mais sabemos que ele é perigoso, então não seria errôneo concluir que, quanto mais sabemos, mais sofremos.

E a origem da vida? Creio que tenha sido no caos mesmo, é o que mais me parece pertinente se olharmos a atual conjuntura das coisas, mas isso não vem ao caso. O importante é termos ciência de que cada uma de nossas ações gera implicações e que uma existência relativamente digna tem custos bastante onerosos. A origem da vida pode ser apenas mais um pretexto para se viver digna ou indignamente, afinal.

 

12月1日

O Sentido da Vida I

Qual o sentido da vida? Não simplesmente para os humanos, mas para todos os seres vivos do planeta. Não direi Universo, porque não podemos trabalhar com circunstâncias que não conhecemos, e não sabemos nada do infinito além da atmosfera do insignificante 3º planeta da estrela Sol.

 

O que é que todos buscam desde que se entendem por gente. O bebê, quando nasce, chora por ser tirado de perto da mãe, de seu ventre, do calor que ele lhe proporcionava. Já em casa, ele chora por frio, fome, por estar sujo... Tudo para satisfazer suas necessidades. Satisfação, felicidade... Coisas que, em si, são facilmente explicáveis, mas dificilmente definíveis. A cada etapa da vida, elas visam objetos e circunstâncias diferentes.

 

Eu, particularmente, gosto de pensar que não faz diferença se você é o presidente de uma megacompanhia, ou se é o mendigo que pega papelão nas lixeiras para vender, o que importa é a integridade que você mantém. Sua felicidade depende do quão fiel aos seus próprios princípios você é, o que define se você dorme bem durante a noite, ou se a culpa o assombra. Essa característica não é influenciada pelo fato de você ser um político ou um vendedor de sapatos, desde que você limite suas ações a uma série de princípios que você mesmo forma desde seu nascimento.

 

Você almeja ‘n’ objetos/circunstâncias durante a sua vida, mas nunca está satisfeito, pois sempre falta algo, mesmo que você não saiba o que é esse ‘algo’. É da natureza do ser humano estar sempre insatisfeito, isso o torna capaz de sempre crescer.

Há uma ‘moral’ na série ‘A Torre Negra’ do Stephen King (apesar de eu não ter lido qualquer uma das obras que a compõe, conheço gente que o fez, e comentou comigo), que diz “o importante não é final, mas o caminho que você trilhou para chegar lá”. O importante não é como você terminará sua vida, mas sim como a vive.

 

Por Stella Mesquita

Estudante de Filosofia

01/12/2007

O Sentido da Vida - Introdução

 

 

(Por B. Ramos)LN-Life_65-250_365

Guerras, furacões, aquecimento global, escândalos no Congresso Nacional, bebês abandonados em latas de lixo, fome, descaso. O que está acontecendo?

Todos os dias milhões de pessoas no país acordam cedo e se arrumam para ir ao trabalho, e outros milhares acordam com a intensificação dos movimentos de automóveis, buzinas e gritos, bem a frente de seus quartos: a rua. Olham para si mesmos e observam feridas, talvez causadas pelo acúmulo de sujeira e microorganismos que parecem que ainda não entenderam que o ser ali ainda está vivo. Olham para o outro lado da rua e vêem senhores alinhados, com seus ternos passados, portando elegantemente suas valises e conversando ao celular. Viram a cabeça ao lado, sentindo a barriga roncar, e vêem que não têm nada para comer. Hora de começar mais um dia, lutar para conseguir o que comer... ou o que beber. Por que isso é assim? Será que a vida tem o mesmo sentido para o nobre executivo e para o mendigo de rua?

Qual o sentido da vida, se pessoas honestas continuam morrendo por aí e pessoas inescrupulosas fazem fortuna com dinheiro alheio? Se há tanta "coisa errada" no mundo? Será que vale a pena viver e continuar povoando um planeta com uma Humanidade tão suja e corrompida? Aliás, será mesmo que a humanidade está tão corrompida assim? Pretendo publicar aqui uma série de escritos a respeito dessas dúvidas "eternas" com opiniões minhas e de amigos. Uma discussãozinha agradável não faz mal a ninguém, certo?