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11月23日 A pinch of coffee, svp?Justificando o nome do blog, vamos comentar um pouquinho sobre essa bebida maravilhosa: o café.
What?!
Era uma vez um velho pastor da Etiópia que notou que seus animais haviam desaparecido para alguma região da longa planície. O velho senhor saiu para procurá-los e os encontrou dançando e sorrindo ao redor de um pequeno arbusto com frutinhas vermelhas. Diz-se que o pastor chamava-se Kaldi. E o que eram as frutinhas? TA-DÁ: Café! Aliás, de onde veio o nome "Café"? Sabemos que ele se origina do Italiano caffè que, por sua vez, parece originar-se do árabe "qahwa" e do turco otomano kahveh - provavelmente devido à região de Kaffa, no sudeste etiópio, onde se plantava café inicialmente.
O café é uma frutinha avermelhada, que dá na árvore do gênero Coffea. Cada frutinha possui, normalmente, duas sementes. Essas sementes são processadas e viram a bebida, ao serem adicionadas de água (ou outras coisas, dependendo da variedade da bebida)
Why?
O café é uma bebida bem amada por quase o mundo inteiro. E sabe por quê? Porque contém uma substância química (opa, ciência!) chamada Cafeína. Vou deixar pra falar dela em outro momento; mas adianto-lhes que a cafeína é uma droga viciante. Ela opera no cérebro pelo mesmo mecanismo que anfetaminas, cocaína e heroína - com efeitos bem mais sutis, entretanto - e é justamente por isso que ela é uma droga viciante. Se você sente que não aguenta ficar um dia sem beber café.. sinto lhe informar, mas ela te viciou.
Bom, mas não é esse o motivo de o café ser tão apreciado ao redor do mundo. O sítio da Associação Brasileira de Indústria de Café (ABIC) traz dezenas de receitas de e com café, incluindo 18 variedades de drinks alcoólicos; mas exclui algumas das receitas mais usufruídas e adoradas pelo público consumidor:
How?
Existem virtualmente várias configurações de processo possíveis para a obtenção do café. Usualmente, dois tipos de processos são empregados:
Ao final de ambos processos, têm-se o "café verde", que segue então para a linha de torragem (embora não seja propriamente parte da linha de processamento, e sim um 'pós-processamento'). Mas isso será tema de uma próxima postagem.. Que tal um coffee break?? 11月20日 Aquecimento GlobalEu tinha escrito um post gigante, mas essa maravilha inventada e constantemente aperfeiçoada [?] pela nossa querida e amada companhia do sr. Bill Gates deu um pequeno problema, e toda minha tradução de um dos resumos divulgados pelo IPCC (International Panel on Climate Change) se foi.
Enfim, vou escrever o que eu havia comentado, deixo a leitura dos principais impactos causados no planeta (e mais especificamente no Brasil) como lição de casa para os interessados no assunto.
A questão que estamos vivendo agora remete meus pensamentos aos primórdios da evolução de nossa espécie, quando vivíamos em tribos, ou bandos, nômades. Aliás, nem é preciso ir tão longe, basta recordarmos das tribos que se desenvolveram ao redor do Nilo, previamente à unificação do Egito. Os nômades têm uma característica similiar aos colonizadores por exploração, como no caso da colonização do nosso país. Habitavam um local, do qual usufruíam impiedosa e inconsequentemente. Após a exaustão dos recursos naturais de interesse, abandonavam o lugar e partiam em busca de um novo território para habitarem e usufruírem, e assim consecultivamente. Bem, naquela época (do nomadismo), os recursos que a população consumia eram - em sua maioria - recursos renováveis, como fauna e flora, e seus despojos eram comumente orgânicos e facilmente degradados pela Natureza, de forma que o lugar se recuperava com o tempo. Contudo, conforme o tempo passava e o Homem adquiria um certo conhecimento sobre as datas de plantio e colheita e do comportamento do mundo a seu redor, ele passou a gerenciar os recursos locais disponíveis de maneira não mais predatória, mas com respeito à Natureza. E assim foi por séculos a fio.
Aí o homem começou a notar que seus resíduos tinham que ser tratados com mais eficiência, e começou a se preocupar com isso. Com os avanços científicos, o homem da Idade Média passou a manipular de maneira mais eficiente esses resíduos, e criou o sistema de esgotos. É claro que a ganância sempre teve voz maior, e a implementação desse sistema só passou a ser feita quando realmente se fez necessário: após a morte de milhões de pessoas durante a "peste negra", que devastou quase um terço da população européia no século XIV.
Eis que veio a Revolução Industrial, difundida globalmente por volta do século XIX. A indústria representava um novo caminho pra a evolução do comércio, colocando aos poucos a agropecuária em segundo plano. A expansão industrial veio junto com uma corrida tecnológica: quem detivesse mais tecnologia seria mais rico, e teria mais respeito. E abriam-se cada vez mais indústrias, que inicialmente não tinham o mínimo de preocupação ambiental. Era natural para o homem a idéia de que se tudo que vem é oriundo da Natureza, então ela tem toda capacidade de lidar com aquilo que volta a ela. Os séculos foram se passando e começaram a surgir vários "pequenos problemas" ambientais, que fizeram o homem tornar seus olhos para isso. A evolução das ciências - em particular da Química, Biologia e Engenharia - permitiu o desenvolvimento de tecnologias para tratar águas, esgotos e efluentes industriais. Contudo, novamente a ganância falava mais alto, e as leis nunca foram muito rígidas a respeito da emissão de poluentes na Natureza. De fato, Ela tem todas as ferramentas para lidar com as coisas que dela provêm. Contudo, o homem criou uma série de substâncias que jamais existiriam se não fosse pelas mãos do homem, como agrotóxicos, hormônios, antibióticos, etc. A Natureza não tem o preparo para lidar com isso tão rapidamente, e a degradação desses poluentes - além de demorar séculos (quando é possível) - impacta fortemente o ecossistema. Ademais, tudo tem limite. A humanidade atinge a cada ano um número recorde. Com as constantes melhorias e conhecimentos médicos e tecnológicos, a expectativa de vida tem aumentado. Já não se morre mais de certas doenças, e as epidemias restringem-se aos países mais pobres. Com o crescimento da população e o constante upgrade tecnológico, a emissão de poluentes na Natureza só aumenta. E até algumas décadas atrás, o homem parecia não estar atento a isso, até aumentar a incidência de desastres ambientais, como furacões e enchentes, picos de temperaturas extremas e derretimento das calotas polares.
Agora, prestes a ocorrência de uma nova "peste negra", o homem se depara com esse problema, de escala muito maior do que o que jamais foi tratado. Um problema que demanda a união de todos os países em prol de um objetivo quase que de ficção científica: salvar o planeta. Quem dera pudéssemos evocar o "Capitão Planeta", ou pedir ajuda à Liga da Justiça. Não. É o momento em que nós temos que ser nossos próprios heróis; abandonar a ganância - pelo menos um pouco. Ter uma visão a longo prazo: a visão política parece observar apenas um horizonte estreito (de quatro anos, ousaria dizer). Quando o excelentíssimo presidente dos Estados Unidos da América foi indagado sobre sua participação no Protocolo de Kyoto, ele disse: "Não afirmarei nenhum acordo que vá prejudicar a economia americana." Creio que isso reflete um pouco da obtusidade da mente política.
Por fim, resta-nos fazer nossa parte. Voltar nossa atenção em como podemos minimizar esse impacto ambiental, afinal o planeta é nosso, e a luta é nossa. Antigamente os povos nômades tinham pra onde partir após exaurirem os recursos locais, e nós?
P.S. Para quem se interessar pelo assunto, segue aqui um trabalho que fiz sobre o Protocolo de Kyoto e o Aquecimento Global: Kyoto: Uma Luta Limpa.
Para quem quiser ler o novo relatório do IPCC: Relatório do IPCC (Grupo I: Bases Científicas), (Grupo II: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade), (Grupo III: Mitigação da Mudança Climática) 11月17日 O Apocalipse?
OH! Preparem seus estoques de comida e salvem suas crianças, pois o Fim dos Tempos se aproxima!! Deus descerá, em seu cavalo de fogo, para levar Os Escolhidos, e o mundo pecador sofrerá as conseqüências de sua inconseqüência e impiedade!
Oras, honestamente! É de entristecer observar, em uma civilização que já conseguiu até tocar o solo da Lua, explorar o Universo com seus telescópios e descrever uma boa parte do comportamento da Natureza, que ainda permaneçam crenças tão primitivas e sem fundamento lógico. Se o mundo irá acabar em Maio de 2008, porque se recolher em uma caverna, ao invés de aproveitar seus últimos dias? Aliás, de que diabos adianta esconder-se em uma caverna se todo o mundo, repito, o MUNDO (por "mundo" assumo que se trate do nosso planeta e de tudo que há sobre ele) vai acabar? Ok, ok. liberdade de escolha, free will, liberdade religiosa. Se um bando de pessoas deseja enclausurar-se em uma caverna e esperar o fim do mundo, ok. Mas eis que lhes pergunto: será que as quatro crianças que estão lá têm consciência do motivo que lá estão? E se tivessem, será que optariam por isso?
A que ponto pode chegar o fanatismo ideológico? Não vou restringir minha observação unicamente ao fanatismo religioso pois seria injusto. Muita gente faz a mesma coisa, senão pior, por fanatismo político, esportivo, pessoal e etc. Mas acredito que a religião é - infelizmente - o veículo mais pronunciado desse comportamento. É indiscutível que existam alguns lados bons nas religiões, mas será que talvez estas características estejam evanescendo enquanto outras tomam o cenário? Me faz pensar: se existe um Deus, que tipo de ser é esse? |
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